A suspensão tem como um dos itens mais importantes o amortecedor.

O famoso batente hidráulico que amortece os impactos durante a condução, precisa estar sem em dia para não comprometer a segurança do veículo.

Mas, e ser não for novo? Será que amortecedor recondicionado vale a pena?

O amortecedor é o que garante a estabilidade do carro e não as molas, estas servem apenas para sustentar o veículo sobre o conjunto de suspensão.

Tão importante, o equipamento é uma haste de funcionamento hidráulico utilizado em todos os modelos de automóveis, inclusive aqueles com suspensão a ar.

Ter um amortecedor ruim a bordo do carro é um sério risco à segurança. No entanto, um jogo desses batentes hidráulicos pode sair bem caro em caso de carro importado ou mesmo para veículos de uso intenso, como táxis, carros de frota e de aplicativos, entre outros.

Reduzir os custos na troca dos amortecedores é mandatório nesses casos e também para pessoas que não possuem condições de trocar o conjunto por um novo.

Mesmo os que buscam modificar os carros com suspensão rebaixada e não utilizam kits apropriados, podem se dar mal com o recondicionamento de amortecedores.

Um amortecedor recondicionado pode valer a pena em sentido financeiro, mas desde que o mesmo tenha sido feito de maneira correta e por empresa especializada nesse tipo de produto.

O motivo é que a peça não será original e algumas características podem sofrer alterações no processo.

Por isso, se o amortecedor recondicionado tiver garantia, mesmo que de um prazo não tão longo, já vale mais a pena que apostar em itens mais baratos e sem garantia feitos de qualquer jeito.

Ainda assim, possíveis defeitos não estão descartados, pois é um dispositivo que foi condicionado novamente para o trabalho.

De acordo com o site da Nakata, fabricante de amortecedores, geralmente os recondicionados são feitos de peças que deram defeito ou apresentaram problemas.

Por isso, é bom ter em mente que existe um risco mais alto com um item desse tipo do que com um novo.

Em termos de custo, a diferença entre amortecedor recondicionado e novo é bem alta. Um exemplo é do Renault Duster. O kit com o par dianteiro, no primeiro caso, sai em média R$ 178.

Se forem novos, o preço salta para R$ 565. Por conta disso, taxistas, motoristas de aplicativos, frotistas e pessoas que precisam rodar muito com seus carros, acabam tendo essa opção.

Trabalho duro
De acordo com os fabricantes, a recomendação é trocar os amortecedores entre 40.000 km e 50.000 km, embora a vida útil possa chegar aos 80.000 km.

Tudo vai depender do estilo de direção, impactos na via, carga sobre o veículo, entre outros. É aquilo, não existe uma data de validade, por isso é bom sempre a inspeção dos batentes, geralmente recomendada a cada 10.000 km.

Durante seu uso, o amortecedor trabalha milhões de vezes a cada mil quilômetros e, em caso de defeito ou problema, geralmente apresenta vazamento de fluido hidráulico, travamento da haste (não sobe ou desce) e falta de pressão.

No segundo caso, se ocorrer durante a condução, o risco de um acidente é elevado, com potencial ameaça à vida dos ocupantes e terceiros.

Cuidados com o amortecedor

Como já citamos anteriormente, se for comprar recondicionado, preste bem atenção e esteja ciente dos riscos. Observe bem o aspecto do produto.

Alguns são apenas pintados por fora e o óleo usado é o de motor, inadequado para esta aplicação. Compre de uma empresa especializada e busque informações sobre o recondicionador para ver se não existem queixas quanto ao serviço feito (e não ao produto em si, pois, já foi usado).

Um bom serviço para amortecedor recondicionado, dizem os especialistas, pode ficar até melhor do que um item novo.

Por isso, o importante é buscar empresa que o realizem de forma segura e com qualidade, utilizando materiais e processos adequados, como fluido hidráulico específico, vedadores resistente, solda MIG e materiais não inflamáveis com o calor.

O amortecedor recondicionado precisa suportar os milhões de movimentos contínuos durante a condução, assim como não apresentar vazamentos ou travamentos.

Também não deve perder a eficiência com o aumento da temperatura e nem com impactos repetidos. Com durabilidade menor, quem realiza a troca, terá sempre que estar de olho no conjunto.

A revisão periódica é fundamental não só colocar em risco a segurança, mas também para evitar gastos extras, pois uim amortecedor recondicionado ou novo com defeito pode aumentar o desgaste dos pneus, comprometer buchas e coxins, entre outros componentes do conjunto de suspensão e periféricos.

Freios e direção também são afetados com a falta de estabilidade e consequente aumento dos esforços sobre estes sistemas. Com o alto custo das autopeças, ter um conjunto de amortecedores recondicionados é uma alternativa interessante.

Ainda assim, para quem não quer arriscar, o ideal é adquiri-los novos, com garantia e consciência de que o produto deverá garantir mais em segurança.

Se o cliente não souber identificar um bom amortecedor recondicionado, busque informações junto aos mecânicos, pois, são eles querem evitar (com razão) o retorno de clientes em suas oficinas. Assim, vão optar por produtos mais confiáveis, sejam novos ou recondicionados.

Fonte: Noticias Automotivas